No episódio 4 do Pal2Pal, Rich Guerra conversa com Maria “Meri” Collazo, diretora global de Pessoas da Tecspal, para explorar um dos aspectos mais críticos e humanos da expansão global: as pessoas.
Desde a criação de processos de RH do zero até o gerenciamento da cultura em diferentes continentes, Meri compartilha o que realmente é necessário para criar confiança, engajamento e clareza em equipes distribuídas. Com base em sua formação em psicologia e comportamento organizacional, este episódio explora a integração, o trabalho remoto, a vulnerabilidade e por que a desligação merece tanto cuidado quanto a contratação.
Principais insights por marcação temporal
Resumo do episódio: Operações de pessoal em um mundo global e remoto
1. A cultura vem antes do processo
Quando Meri ingressou na Tecspal, não havia processos formais de RH em vigor, mas havia uma cultura forte. Essa distinção era importante.
“Não se pode impor uma cultura”, explica Meri. “Ela já existe. Seu trabalho é compreendê-la, destacar o que apoia o negócio e remodelar suavemente o que não apoia.”
À medida que a Tecspal se expandiu para o México, as Filipinas e outras regiões, o desafio não era copiar uma “cultura latino-americana” em todos os lugares, mas identificar valores compartilhados que pudessem ser traduzidos além das fronteiras, respeitando as diferenças locais.
2. Remoto x híbrido: não existe uma solução única para todos
Embora muitas empresas estejam levando os funcionários de volta aos escritórios, Meri acredita que o debate não é sobre onde as pessoas trabalham, mas sobre como elas se conectam. O trabalho remoto pode prosperar quando as empresas criam intencionalmente espaços para interação:
Os modelos híbridos, no entanto, adicionam uma camada extra de riqueza ao combinar presença física com flexibilidade. “As conversas de corredor do escritório também precisam existir online”, diz Meri.
3. RH em startups: desempenhando todas as funções
Em startups em rápido crescimento, os líderes de RH geralmente lidam com:
O conselho de Meri? Aceite o caos, mas mantenha-se organizado. Comunicação clara, prioridades definidas e compreensão das diferentes “subáreas” dentro das operações de RH são essenciais para evitar o esgotamento e a confusão.
4. A integração é uma experiência, não uma tarefa
Meri compara a integração a convidar alguém para sua casa pela primeira vez. Não se trata apenas de papelada ou equipamentos, mas de fazer com que a pessoa se sinta esperada e bem-vinda. Uma integração eficaz inclui:
Seja remota ou presencial, a integração funciona melhor quando é planejada com antecedência. “Uma boa integração reduz a rotatividade inicial”, enfatiza Meri. “A primeira impressão é a que fica.”
5. Construindo conexões além das fronteiras
Gerenciar equipes no Uruguai, Brasil, Argentina, México e Filipinas não é fácil, e Meri é transparente sobre isso. O segredo não é forçar a interação, mas criar espaço para conversas:
As equipes não devem ser divididas por geografia, mas por propósito e colaboração.
6. Reuniões individuais: confiança acima de listas de verificação
Em ambientes remotos, as reuniões individuais não são pontos de verificação de desempenho, mas ferramentas para construir confiança. Algumas podem durar cinco minutos. Outras abrem as portas para conversas mais profundas semanas depois.
O objetivo não é extrair informações, mas criar segurança psicológica, um espaço onde as pessoas possam falar quando estiverem prontas.
7. Linguagem, vulnerabilidade e equipes globais
Trabalhar em um segundo idioma cria vulnerabilidade para todos. Meri aborda isso abertamente durante a integração, incentivando os membros da equipe a:
Essa abertura reduz as barreiras e constrói confiança mais rapidamente, especialmente em equipes multiculturais.
8. A saída é mais importante do que você imagina
Para Meri, a saída é ainda mais importante do que a integração. É emocional, difícil e profundamente humano. Quando bem conduzida, preserva a dignidade, constrói confiança a longo prazo e fornece feedback honesto por meio de entrevistas de saída.
“A pessoa que está saindo não tem nada a perder”, explica Meri. “É por isso que o feedback dela é tão valioso.” Cada saída é uma lição — e uma oportunidade de melhorar.
A gestão de pessoas não tem a ver com perfeição. Tem a ver com responsabilidade, empatia e aprendizagem contínua. Uma integração sólida reduz a rotatividade. Uma comunicação honesta evita o agravamento de situações. Uma saída ponderada protege a cultura. E num mundo de equipes globais e remotas, a confiança é a verdadeira infraestrutura.
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